Cirurgia Plástica

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica define cirurgia plástica como a especialidade cirúrgica encarregada de reconstruir estruturas corporais que apresentem alteração em sua forma ou função, ou seja, apresentem deformidades que podem ter causas tanto congênitas como adquiridas.

A especialidade atua de forma a remodelar os tecidos, com objetivo de atingir o resultado mais próximo possível da normalidade, sempre tendo como principal meta reestabelecer a capacidade de funcionamento e aparência.

Existe uma ampla gama de situações em que a cirurgia plástica atua, sendo didaticamente divididas em estética e reparadora. A cirurgia plástica estética é a utilizada para melhorar a aparência e a auto estima dos pacientes, enquanto a cirurgia plástica reparadora tem por objetivo priorizar a melhor funcionalidade, podendo também levar o paciente a apresentar uma aparência mais próxima do normal.


Existem inúmeros procedimentos realizados em vários segmentos corporais, sendo os mais comuns os listados abaixo:
  • Blefaropalstia – cirurgia nas pálpebras, visando uma aparência rejuvenescida na área ao redor dos olhos, podendo ser executada tanto nas pálpebras superiores quanto inferiores, ou em ambas. A cirurgia remove o excesso de pele e o excesso de depósito de gordura, com indicações precisas.
  • Lifting facial ou ritidoplastia – cirurgia na face visando o tratamento de sinais de envelhecimento na área do rosto e pescoço, tratando a flacidez cutânea, a perda do tônus muscular, refletidos em vincos acentuados abaixo das pálpebras, no sulco nasogeniano, frouxidão na área abaixo do queixo e mandíbula entre outras.
  • Otoplastia – cirurgia para melhorar a forma e posição do pavilhão auricular, como orelhas proeminentes, deformidades de tamanho, bem como tratamento de sequelas de trauma, sendo um exemplo mais comum, o trauma do lóbulo de orelha.
  • Tumores cutâneos – cirurgia para retirada de tumores cutâneos benignos ou malignos, com reconstrução visando o melhor resultado estético funcional. Tumores cutâneos benignos mais comuns são os nevus, lipomas, cistos epidérmicos, seringomas, enquanto que os tumores malignos podem ser o carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.
    As ressecções são realizadas baseadas na forma clínica, e as reconstruções utilizadas devem ser discutidas amplamente com paciente, podendo ser realizados retalhos cutâneos, enxertos de pele, sempre priorizando a funcionalidade e buscando a melhor forma estética.
  • Mamoplastia redutora – cirurgia que consiste na redução volumétrica de tecido mamário e adiposo das mamas, bem como redução de pele, indicado em pacientes com mamas volumosas, que acarretam problemas de autoestima, desconforto e dor. Inúmeras técnicas podem ser empregadas dependendo do volume das mamas, com prioridade a irrigação do complexo aréolo papilar.
  • Mamoplastia de aumento – cirurgia que consiste no aumento volumétrico das mamas, com utilização de implantes mamários, podendo ser realizado com ou sem ressecção do excesso de pele, individualizando cada caso e com ampla discussão prévia com paciente.
  • Ginecomastia – cirurgia para correção de glândulas mamárias desenvolvidas e grandes em homens, podendo ser realizada por técnicas aspirativas ou abertas, com ou sem ressecção de pele, também individualizando cada paciente.
  • Reconstrução mamária- cirurgia empregada para reconstrução das mamas após tratamento de câncer de mama. Existem diversas técnicas que podem ser utilizadas, dependendo do volume de ressecção de tecido mamário empregado. Existem cirurgias desde simetrizações, com mamoplastias redutoras em mama contralateral, bem como o emprego de retalhos musculares ou miocutâneos dependendo do defeito resultante, podendo ser utilizados também implantes mamários, expansores, lipoenxertia entre outros.
  • Lipoaspiração – cirurgia para melhora do contorno corporal, no tratamento de gorduras localizadas, depositadas em diferentes segmentos corpóreos como dorso, flancos, coxas, parede anterior do abdomem, mento entre outros, não para tratamento da obesidade , mas sim para pacientes que exercem atividade íisica e apresentam acúmulos de gordura nas regiões citadas acima.
  • Abdominoplastia – cirurgia para tratamento de alterações da parede anterior do abdomem, visando a retirada do excesso de pele e tecido celular subcutâneo na região infraumbilical, bem como o tratamento da diástase do músculo reto abdominal, indicado para pacientes pós gestação, pós emagrecimento, entre outras causas.
  • Correção de cicatrizes – cirurgia indicada para pacientes que apresentam deformidades na área cicatricial pós procedimentos cirúrgicos, como depressão na área de cicatriz, hipertrofia, quelóide, alargamento, sequelas de queimaduras com cicatrizes com retração, causando bridas e sinéquias, entre outras alterações.
  • Cirurgia plástica em paciente ex obesos mórbidos – cirurgias indicadas para pacientes após grande perda de peso, no intuito de melhorar forma e função dos segmentos corpóreos, removendo excesso de pele e tecido celular subcutâneo, tratando a flacidez resultante. Cirurgias como abdominoplastia, mamoplastia, dermolipectomia em coxas e em braços, cada uma com sua peculiaridade, e individualizando cada paciente para melhor técnica a ser empregada podendo ser realizadas isoladas ou em conjunto.
  • Procedimentos minimamente invasivos - procedimentos não cirúrgicos como toxina botulínica e preenchimentos cutâneos. A toxina botulínica consiste em injeções não cirúrgicas que temporariamente reduzem as linhas de expressão da face, principalmente em terço superior como rugas frontais, glabelares em área lateral dos olhos, Preenchimentos dérmicos injetáveis são utilizados para minimizar sulcos naturais em face, como sulcos em área de pálpebras inferiores, sulco nasogeniano, rugas ao redor dos lábios , reabsorvíveis, melhorando a aparência com rejuvenescimento e estímulo de colágeno local.